terça-feira, 27 de outubro de 2020

Câmara analisa proposta de “botão do pânico” para mulheres vítimas de violência doméstica

Está em análise na Câmara dos Deputaods o Projeto de Lei 4.961/2020, que prevê a possibilidade de monitoração eletrônica do agressor - por exemplo, por meio de tornozeleira eletrônica - e de disponibilidade para as vítimas de violência doméstica de dispositivo portátil de rastreamento do agressor, o chamado “botão do pânico”.

O texto altera a Lei Maria da Penha e insere a monitoração eletrônica e o uso do botão de pânico entre as medidas protetivas de urgência que podem ser decretadas pelo juiz, de imediato, no caso de violência doméstica e familiar.

Autor da proposta, o deputado Geninho Zuliani (DEM-SP) ressalta que “essa possibilidade já se encontra regulamentada em diplomas legislativos de natureza infra-legal, como atos e portarias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de tribunais de Justiça e suas corregedorias e pelas secretarias de administração penitenciária dos Estados”. 

Porém, destaca, a Lei Maria da Penha infelizmente ainda não contém essa previsão legal. Conforme o parlamentar, a medida, que já vem sendo aplicada em algumas cidades e estados brasileiros, serve para dar efetividade ao cumprimento de outras medidas protetivas, como o afastamento do lar e a proibição de aproximação da vítima. 

Outras propostas 

O botão do pânico também consta em outra proposta, já aprovada no Senado, que aguarda deliberação dos deputados. É o Projeto de Lei 10.024/2018, que torna obrigatório o fornecimento, para as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, de dispositivo móvel, aplicativo ou outro meio de conexão constante com a polícia, o botão do pânico. A proposta aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

Veja a íntegra do PL 4.961/2020 aqui e do PL 10.024/2018 aqui

(Fonte: Agência Câmara de Notícias)

Nenhum comentário:

Postar um comentário